O IBRI e a RBPI: contribuição intelectual (1954 a 2014), por Paulo Roberto de Almeida

Em 27 de janeiro de 1954, um pequeno grupo de intelectuais, de funcionários públicos e de profissionais liberais se reuniu no Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro, sede do Ministério das Relações Exteriores desde o início da República, e tomou a decisão de criar a primeira instituição brasileira especificamente dedicada ao estudo da política internacional e de questões atinentes às relações exteriores do Brasil: o Instituto Brasileiro de Relações Internacionais (IBRI). Ele foi definido, nos seus estatutos, como uma sociedade civil com finalidades culturais, com o objetivo de “realizar, promover e incentivar estudos sobre problemas internacionais, especialmente os de interesse para o Brasil”. Condizente com a sede que abrigava o conclave, o IBRI congregaria, ao longo de sua existência continuada, vários diplomatas engajados em suas atividades, assim como devotaria parte de seus esforços analíticos e das iniciativas empreendidas nos anos e décadas seguintes ao registro, à exposição, para um público mais vasto, e à discussão dos mais diversos temas vinculados às relações internacionais, em especial ao pensamento e à ação da diplomacia brasileira.

Uma primeira grande iniciativa concretizou-se quatro anos depois, sob a forma de um periódico, a Revista Brasileira de Política Internacional (RBPI), o mais antigo e o mais prestigioso dos veículos especializados em temas internacionais no Brasil (ver o n. 1 neste link: http://cafemundorama.files.wordpress.com/2013/10/rbpi_1958_1.pdf). Ambos, o IBRI e a RBPI, passaram por diferentes etapas em seus itinerários respectivos de mais de meio século, em duas fases bem caracterizadas: a do Rio de Janeiro, de 1954-58 até 1992, e a de Brasília, a partir de 1993 aos nossos dias. Um pouco de sua história, ao completar o IBRI meio século de vida, foi recapitulada por este autor na nota comemorativa “Instituto Brasileiro de Relações Internacionais: 50 anos de um grande empreendimento intelectual” (Revista Brasileira de Política Internacional, vol. 47, n. 2, 2004, p. 223-226; link: http://www.scielo.br/pdf/rbpi/v47n2/v47n2a08.pdf).

Este pequeno texto não tem a intenção de refazer a história da instituição e a de seu principal veículo de divulgação nas mais de seis décadas decorridas desde as iniciativas pioneiras, mas buscará, tão somente, oferecer um panorama, embora seletivo, da produção intelectual em temas das relações internacionais e de política externa do Brasil nesse período. Um sobrevoo geral permite constatar certas constâncias, ou seja, a recorrência das mesmas questões ao longo desse itinerário, mas também muitas transformações, como parece inevitável, tanto no plano propriamente doméstico, quanto no da política internacional e da economia mundial. O Brasil e a região não parecem ter mudado significativamente de posição no contexto dos cenários geopolíticos que se sucederam desde 1954: Guerra Fria, distensão global, crises e derrocada do comunismo, emergência de novos equilíbrios nos planos regional e mundial, etc. A despeito dessas grandes alterações da ordem mundial, o Brasil e a América Latina talvez não tenham um peso maior, atualmente, do que aquele que tinham no início do período.

Não obstante, algumas estruturas econômicas e as formas de participação do país e da região nos assuntos da política mundial podem ter sido substancialmente alteradas, em alguns casos para um melhor posicionamento, em outros casos apenas confirmando o papel excêntrico, relativamente secundário, para não dizer marginal, assumido pelo Brasil e pela região no contexto mais vasto das relações internacionais e, sobretudo, no quadro dos grandes equilíbrios geopolíticos entre os atores determinantes da politica e da economia mundiais. Em termos claros, o Brasil e a América Latina contam pouco nos cenários decisivos da paz e da segurança internacionais, mas também no das grandes dinâmicas econômicas – tecnológicas e financeiras, sobretudo – que movimentam a interdependência global; na verdade, eles podem até ter perdido terreno para a Ásia nessa segunda área, já sendo pouco influente na primeira.

Esta última afirmação pode parecer depreciativa do papel ou da importância que se costuma emprestar – no mais da vezes auto-atribuída – ao Brasil nesses contextos, uma vez que tanto as elites políticas, quanto o establishment diplomático e a corporação militar têm por hábito ressaltar a relevância da participação do Brasil nesses cenários de variada significação para os grandes objetivos multilaterais da preservação da paz e da segurança internacionais, e para a promoção dos objetivos ainda mais decisivos relativos ao desenvolvimento econômico e ao progresso social dos povos e dos Estados membros da comunidade internacional. Se formos compulsar, porém, a obra mais recente que trata justamente dos grandes equilíbrios mundiais e dos problemas remanescentes para a consolidação de uma ordem internacional estável, pacífica e promotora dos direitos humanos, da segurança e da paz, escrita por um especialista reconhecido, teremos exatamente a confirmação do argumento defendido neste ensaio.

Com efeito, Henry Kissinger, em seu livro mais recente, World Order (New York: Penguin Press, 2014), não devota nem mesmo um capítulo, sequer uma mísera seção, à América Latina ou ao Brasil, nas dez grandes unidades da obra, todas elas dedicadas aos grandes atores ou aos problemas percebidos como relevantes para o estabelecimento ou a preservação de uma ordem que de fato não existe. Para ser mais preciso, a América Latina não aparece sequer no índice remissivo do livro, embora nele exista uma entrada para western hemisphere. O Brasil é mencionado duas vezes, ambas en passant e de maneira irrelevante: a primeira para falar sobre o impacto mundial das revoluções europeias de 1848, a segunda na companhia da Índia (que recebe tratamento mais amplo nos capítulos asiáticos da obra) como exemplo de nações emergentes. Tal tipo de abordagem, registrando apenas os atores que contam nos equilíbrios mundiais das relações internacionais nos últimos cinco séculos, parece realista, a despeito de negativa para a autoestima de alguns. Não obstante a marginalidade relativa do Brasil e do continente para a ordem mundial na concepção de Kissinger, cabe reconhecer que o Brasil aumentou sua presença nos cenários econômico e político mundiais desde 1954, reforçando sua posição relativa no sistema internacional nas seis décadas decorridas desde então, tal como refletido na produção acadêmica acumulada no período.

Em todo caso, uma história intelectual das relações exteriores e da diplomacia brasileira nas últimas seis décadas seria incompleta se deixasse de mencionar o papel relevante desempenhado pelo IBRI, desde sua fundação, e sobretudo pela RBPI, a partir de 1958. Uma distinção quanto à natureza dessa influência ao longo do tempo deve ser feita no que respeita o IBRI e no tocante à revista. A associação de muitos diplomatas lotados no Rio de Janeiro, em meados dos anos 1950, à fundação e funcionamento do IBRI nos primeiros anos permite estabelecer uma clara vinculação conceitual entre os temas discutidos nas reuniões do IBRI e transplantados para a revista desde seu aparecimento e publicação trimestral e a agenda do Itamaraty nos anos imediatamente anteriores ao regime militar. Pode-se dizer, sem hesitação, que os membros civis e os diplomatas ativos no IBRI, e os focos de discussão e análise na RBPI exibem uma espécie de osmose intelectual com os grandes temas da política externa brasileira e seu tratamento pelo Itamaraty e pela própria presidência da República.

Esses grandes temas referem-se ao relacionamento bilateral Brasil-Estados Unidos, no contexto da Guerra Fria, aos primeiros passos da integração regional, o lançamento da Operação Pan-Americana pelo governo Kubitschek, a criação do BID e da Alalc, o problema de Cuba e seu encaminhamento na OEA, a emergência e afirmação da chamada “política externa independente” – presente, implicitamente, desde o início na revista, antes mesmo de se tornar explícita nos governos Jânio e Goulart – e a mobilização ativa do Brasil e dos países em desenvolvimento em torno da problemática do desenvolvimento, primeiro tratada no âmbito da Cepal, depois transplantada – inclusive porque o diretor, Raul Prebisch, era o mesmo – no quadro da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, cujo primeiro encontro se deu, aliás, ao mesmo momento em que caia o governo Goulart e tinha início o governo militar. Todas essas questões figuram nas páginas da revista, como uma consulta sumária aos índices dos números relativos a esses anos iniciais pode revelar (ver a coleção completa neste link: http://mundorama.net/category/2-biblioteca/rbpi/).

Qualquer pesquisa sobre a diplomacia brasileira no período não pode, assim, dispensar esse recurso, muitas vezes até como fonte primária. Numa época em que o Itamaraty publicava, se tanto, burocráticos relatórios anuais de suas atividades – e estes não eram tão detalhados, mas ao contrário, eram bem menos copiosos do que os antigos relatórios da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros, no Império – e algumas poucas publicações avulsas, a seção documental da RBPI invariavelmente fazia a transcrição dos principais expedientes da diplomacia oficial: discursos, documentos de posição, atas de reuniões, textos de tratados e de outros atos internacionais, geralmente traduzidos pelos próprios diplomatas que colaboravam com a revista. No início do governo militar, por sinal, os relatórios de atividades do Ministério se rarefizeram, o que tornam ainda mais úteis esses números trimestrais da RBPI, a despeito do eventual retraimento de alguns diplomatas ante a nova situação política e suas orientações mais alinhadas à diplomacia tradicional da era da Guerra Fria.

Embora tenham ocorrido poucos episódios de enquadramento da corporação ao novo Zeitgeist, e até algumas baixas entre os opositores identificados – foi o caso, por exemplo, do embaixador Jayme Rodrigues, segundo na delegação brasileira à Unctad –, a revista continuou a dar ênfase aos seus temas habituais. O novo editor, o historiador e ex-professor do Instituto Rio Branco José Honório Rodrigues – que deu início a uma revista “concorrente”, a Política Externa Independente, que sobreviveu a três corajosos números entre 1964 e 1966 – preparou números temáticos sobre os temas econômicos do momento, a dependência do Brasil das exportações de commodities e a reforma do sistema multilateral de comércio; as questões da política nuclear, do direito do mar e vários outros que estavam ativamente presentes na agenda de trabalho da diplomacia brasileira também comparecem nas páginas da RBPI com muita frequência (ver o número especial sobre os 40 anos da revista, em 1998, bem como o editorial assinado por Antônio Carlos Lessa e Paulo Roberto de Almeida, no vol. 47-1, junho de 2004, por ocasião dos cinquenta anos do Instituto, ambos disponíveis na plataforma Scielo).

É provavelmente esse espírito da revista, e do próprio Instituto, que explica a relativamente rápida retomada das posições da “política externa independente” já no segundo governo do regime militar, a despeito das limitações políticas da época e de alguns cânones ideológicos identificados com o espírito de caserna dos dirigentes. A sua influência foi, no entanto, sendo progressivamente diminuída depois que o ministério e todo o corpo diplomático presente no Rio de Janeiro tiveram de operar a mudança para a nova capital, no início dos anos 1970, o que culminou com a transferência do próprio Instituto Rio Branco, em 1975. O IBRI e a RBPI foram perdendo realce e prestígio nos meios que eles mais influenciavam: a própria corporação profissional do Itamaraty, o corpo diplomático e os muitos acadêmicos e altos funcionários que sempre gravitaram em torno desse antigo empreendimento na capital cultural do país. Seguiu-se uma trajetória de declínio, quando o IBRI já era praticamente virtual e a revista continuava a ser mantida – financiada, editada e distribuída – graças aos esforços solitários de Cleantho de Paiva Leite, seu grande promotor e animador nas duas décadas restantes de sua fase carioca. Sua morte, em outubro de 1992, sinalizou o fim de uma época e o início de outra, tanto para o IBRI quanto para a RBPI, que se tornaram menos policy-oriented, e mais deliberadamente voltados para o mundo acadêmico.

Essa orientação, adotada a partir da transferência – de fato a recriação, tanto no que concerne o IBRI, fundado novamente, quanto a revista – para Brasília representou na verdade uma dinamização e uma potencialização das possibilidades intelectuais e de disseminação para um público mais vasto de ambos instrumentos. O IBRI passou a organizar seminários e outros eventos tipicamente acadêmicos, firmou convênios com outras instituições, a começar com a Fundação Alexandre de Gusmão, do Itamaraty, publicou muitos livros – geralmente em coedição com editoras comerciais ou da área acadêmica e diplomática – e adquiriu um novo prestígio, graças à sua íntima associação com o Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, que fornece a quase totalidade dos recursos humanos, e muitos dos recursos materiais, necessários às suas atividades. O Professor José Carlos Brandi Aleixo, seu primeiro diretor na fase de Brasília, permanece como presidente de honra, em vista de seu trabalho meritório nos primeiros esforços de soerguimento da antiga instituição inaugurada em 1954.

Quanto à revista, ela não apenas recuperou suas excelentes qualidades analíticas dos anos do Rio de Janeiro, quanto cresceu exponencialmente em prestígio e audiência internacionais, o que é confirmado pela ampla gama de instrumentos de citação e de indexação de âmbito mundial. Dois nomes foram essenciais para essa feliz evolução institucional e intelectual: o professor emérito Amado Luiz Cervo, seu primeiro editor durante os primeiros dez anos da fase de Brasília, e desde 2004 o professor Antônio Carlos Lessa, que imprimiu notável modernização editorial e gráfica à revista, bem como atuou de forma decisiva para inculcar-lhe os mais rigorosos padrões de qualidade propriamente acadêmica (ver a coleção: http://ibri-rbpi.org/category/edicoes-da-rbpi/).

Ela é parte de um esforço mais amplo que também vem acompanhado de outros veículos e instrumentos de pesquisa e publicação, como a antiga plataforma Relnet e, desde muitos anos, a plataforma Mundorama. Por iniciativa do prof. Lessa, em 2000, foi criado o Boletim Meridiano 47, cujo significado foi explicado em seu primeiro número nestes termos: “Meridiano 47 é uma homenagem que o IBRI faz a Brasília (cidade cortada por aquela linha), onde está funcionando desde 1993, com o que renova o seu compromisso permanente com a análise de alto nível na área de relações internacionais, há muito firmado com a publicação ininterrupta da Revista Brasileira de Política Internacional – RBPI, que desde 1958 é testemunha e muitas vezes veículo preferencial  dos movimentos intelectuais e políticos que renovaram a ação internacional do Brasil, assumindo desde logo um papel de relevo na cultura política e acadêmica do país.” (n. 1 do boletim, neste link: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4774/4007)

O quadro analítico ao final deste ensaio tenta seguir esse longo itinerário a partir de uma compilação seletiva da produção intelectual em relações internacionais e sobre a política externa do Brasil, tal como repercutida em obras de acadêmicos, de diplomatas profissionais e de alguns poucos analistas estrangeiros, obras que foram consideradas relevantes para enquadrar essa rica evolução intelectual e prática do pensamento e da própria ação da diplomacia brasileira. Ele fornece um rápido instrumento de consulta sobre os trabalhos mais importantes publicados no Brasil nas últimas seis décadas, com destaque para a própria RBPI, ademais de uma seleção dos livros já integrados à literatura desses campos, e que marcaram cada um desses anos de aprofundamento analítico e de crescimento intelectual. O IBRI e a RBPI são peças destacadas, e certamente meritórias, desse cenário de realizações intelectuais, como tais destinados a perdurar no futuro previsível, num ambiente certamente mais competitivo do que o das primeiras décadas, e por isso mesmo mais estimulante em termos de rigor analítico e de preservação dos padrões de qualidade que sempre foram os seus.

Compilação seletiva da produção acadêmica e profissional em relações internacionais e em política externa do Brasil, de 1954 a 2014
1954 Fundação do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, no Palácio Itamaraty, RJ;

Cassiano Ricardo: O Tratado de Petrópolis; Lygia Azevedo e José S. da Gama e Silva: Evolução do Ministério das Relações Exteriores;

Lançamento do Boletim da ADESG (em 1968: Segurança e Desenvolvimento).

1955 Afonso Arinos: Um Estadista da República: Afrânio de Melo Franco e seu tempo; Álvaro Teixeira Soares: Diplomacia do Império no Rio da Prata.
1956 Revista do Clube Militar: Delgado de Carvalho e Therezinha de Castro: A Questão da Antártica.
1957 A. J. Bezerra de Menezes: O Brasil e o mundo ásio-africano; João Neves da Fontoura: Depoimentos de um ex-ministro.
1958 Lançamento da Revista Brasileira de Política InternacionalRBPI; no Rio de Janeiro de1958 a 1992; ano I, n. 1: Raul Fernandes: O malogro da segurança pela união das nações e a liderança americana; Hermes Lima: A conferência econômica da Organização dos Estados Americanos; ano I, n. 2: Oswaldo Aranha: Relações diplomáticas com a União Soviética; José Garrido Torres: Por que um mercado regional latino-americano?; ano I, n. 4: O. A. Dias Carneiro: Interesses políticos e econômicos dos Estados Unidos na América Latina;

Hélio Jaguaribe: O Nacionalismo na Atualidade Brasileira; Hélio Vianna: História diplomática do Brasil; Caio de Freitas: George Canning e o Brasil; Gilberto Freyre: Sugestões em torno de uma nova orientação para as relações internacionais do Brasil; Hélio Vianna: História Diplomática do Brasil.

1959 Carlos Delgado de Carvalho: História diplomática do Brasil; Luís Vianna Filho: A vida do Barão do Rio Branco;

RBPI: ano II, n. 5: Barreto Leite Filho: OPA, primeiro ano de discussões e negociações; ano II, n. 6: Cleantho Leite: Banco Interamericano de Desenvolvimento; Georges D. Landau: Política internacional e assistência técnica; ano II, n. 7: João Carlos Muniz: Significado da Operação Pan-Americana; ano II, n. 8: Roberto de Oliveira Campos: Relações Estados Unidos-América Latina: uma interpretação; Luís Bastian Pinto: A política exterior do Brasil na América Latina;

1960 Carlos de Meira Mattos: Projeção Mundial do Brasil; Licurgo Costa: Uma nova política para as Américas: Doutrina Kubitschek e OPA; Delgado de Carvalho e Therezinha de Castro: Atlas de Relações Internacionais;

RBPI: ano III, n. 9: Celso A. de Souza e Silva: Operação Pan-Americana: antecedentes e perspectivas; ano III, n. 10: Cleantho de Paiva Leite: Associação Internacional de Desenvolvimento; Garrido Torres: Operação Pan-Americana: uma política a formular; ano III, n. 11: Oliver Ónody: Relações comerciais do Brasil com o Bloco Soviético;

1961 José Honório Rodrigues: Brasil e África: outro horizonte; A. J. Bezerra de Menezes: Ásia, África e a política independente do Brasil;

Foreign Affairs: Jânio Quadros: Brazil’s new foreign policy;

RBPI: ano IV, n. 13: Alceu Amoroso Lima: Os Estados Unidos e a América Latina; ano IV, n. 14: Josué de Castro: Uma política de combate à fome na América Latina; ano IV, n. 15: Roberto de Oliveira Campos: Sobre o conceito de neutralismo; Lincoln Gordon: Relações dos Estados Unidos com a América Latina, especialmente o Brasil; ano IV, n. 16: Glycon de Paiva: Problemática mineral brasileira.

1962 San Tiago Dantas: Política externa independente;

Revista Tempo Brasileiro: Cândido Mendes de Almeida: Política externa e nação em progresso;

Revista de História: Virgílio Corrêa Filho: O chanceler imortal: o Barão do Rio Branco; International Affairs (Londres): José Honório Rodrigues: The Foundations of Brazil’s Foreign Policy;

RBPI: ano V, n. 17: Alceu Amoroso Lima: A posição do Brasil em Punta del Este; ano V, n. 18: Barbosa Lima Sobrinho: O Brasil e a encampação de concessionárias estrangeiras; José Honório Rodrigues: O presente e o futuro das relações africano-brasileiras; ano V, n. 19: Otávio Dias Carneiro: O comércio internacional de produtos de base.

1963 Candido Mendes de Almeida: Nacionalismo e Desenvolvimento; J. A. Soares de Souza: A Missão Bellegarde ao Paraguai, 1849-1852; José Honório Rodrigues: Aspirações Nacionais; Sérgio Macedo: De Tordesilhas à OPA: um resumo da história diplomática do Brasil; Arnaldo Vieira de Melo: Bolívar, o Brasil e nossos vizinhos do Prata: da questão de Chiquitos à Guerra da Cisplatina; Vamireh Chacon: Qual a política externa conveniente ao Brasil?

RBPI: ano VI, n. 21: Henrique Valle: O Brasil e a ALALC; ano VI, n. 22: José Maria Gouveia Vieira: A economia internacional do século XX.

1964 Antônio Olinto: Brasileiros na África; M. Franchini Netto: Diplomacia, instrumento da ordem internacional: história, transformação, atualidade; Sylvio Monteiro: A Ideologia do Imperialismo;

RBPI: ano VII, n. 25: Octávio A. Dias Carneiro: Problemas de comércio internacional de produtos de base; ano VII, n. 26: Relatório de Raul Prebisch para a Unctad: Uma Nova Política Comercial para o Desenvolvimento; ano VII, n. 27: especial Sobre Santiago Dantas: Estudos, conferências e discursos; ano VII, n. 28: Ata Final da primeira Unctad;

1965 Pinto Ferreira: Capitais Estrangeiros e Dívida Externa do Brasil; Edmar Morel: O Golpe começou em Washington;

Lançamento da revista Política Externa Independente (3 números);

PEI: José Honório Rodrigues: Por uma política externa própria e independente; Maria Y. L. Linhares: Desenvolvimento e política internacional;

RBPI: ano VIII, n. 30: especial sobre a encampação das concessionárias estrangeiras-I; ano VIII, n. 31-32: especial sobre a encampação das concessionárias estrangeiras-II.

1966 Celso Furtado: Desenvolvimento e estagnação na América Latina; Mário Pedrosa: A Opção Imperialista; José Honório Rodrigues: Interesse Nacional e Política Externa;

RBPI: ano VIII, n. 33-34: Acordo de Garantia de Investimentos entre Brasil e Estados Unidos I; ano IX, n. 35-36: Acordo de Garantia de Investimentos entre Brasil e Estados Unidos, II.

1967 F. H. Cardoso e Enzo Faletto: Dependência e desenvolvimento na América Latina; J. O. Meira Penna: Política externa: segurança e desenvolvimento;

RBPI: ano X, n. 37-38: Especial: Política Nuclear Brasileira; ano X, n. 39-40: Otávio Dias Carneiro: Estruturas econômica nacionais e relações internacionais; Jayme Magrassi de Sá: O BNDE e os financiamentos externos; Celso Lafer: Uma interpretação do sistema de relações internacionais do Brasil.

1968 J. R. Amaral Lapa: A Bahia e a carreira da Índia; Darcy Ribeiro: As Américas e a Civilização;

RBPI: ano XI, n. 41-42: Especial: Amazônia; Arthur Cézar Ferreira Reis: Porque a Amazônia deve ser brasileira; Robert Panero: Um sistema sul-americano de Grandes Lagos; Herman Kahn & Robert Panero: Novo enfoque sobre a Amazônia; General Frederico Rondon: Diretrizes de uma planificação para o desenvolvimento regional da Amazônia; ano XI, n. 43-44: Especial: II UNCTAD.

1969 Revista de História: Pedro Moacyr Campos: As relações do Brasil com a Alemanha durante o Segundo Reinado;

RBPI: ano XII, n. 45-46: Especial Bacia do Prata; Clovis Ramalhete: Novos problemas jurídicos do Prata; Oscar Camilión: Relações entre Brasil e Argentina no mundo atual; ano XII, n. 47-48: Especial sobre Direito do Mar.

1970 Juracy Magalhães: Minha experiência diplomática; Delgado de Carvalho: Civilização Contemporânea;

RBPI: ano XIII, n. 49-50: Emb. J. A. Araújo Castro: Fundamentos da paz internacional: balança de poder ou segurança coletiva e As Nações Unidas e a política do poder; Mario Gibson Barboza: Política Brasileira de Comércio Exterior; Mozart Gurgel Valente: Relações comerciais entre Brasil e EUA; ano XIII, n. 51-52: Especial Produtos de Base.

1971 Delgado de Carvalho: Relações Internacionais; A. Teixeira Soares: Um Grande Desafio Diplomático no Século Passado: navegação e limites na Amazônia; G. E. Nascimento e Silva: A Missão Diplomática;

RBPI: ano XIV, n. 53-54: Emb. Araújo Castro: Continente americano dentro da problemática mundial; General Rodrigo Otávio Jordão Ramos: As Forças Armadas e a integração da Amazônia; Miguel Osório de Almeida: Desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente; ano XIV, n. 55-56: Glycon de Paiva: Estágios do desenvolvimento econômico.

1972 Frank McCann: The Brazilian-American Alliance, 1937-1945;

Revista Brasileira de Estudos Políticos: Emb. Araújo Castro: O congelamento do poder mundial;

RBPI, ano XV, n. 57-58: Especial sobre o Brasil na III UNCTAD; Amaury Bier: Negociações comerciais multilaterais no âmbito do GATT à luz dos resultados da III UNCTAD; ano XV, n. 59-60: Guilherme Arroio: Sistema Geral de Preferências: Análise dos principais aspectos do Sistema Geral de Preferências Tarifárias, um dos resultados mais concretos da Unctad.

1973 Celso Lafer e Felix Peña: Argentina e Brasil no sistema de relações internacionais; Moniz Bandeira: Presença dos Estados Unidos no Brasil: dois séculos de história;

RBPI: ano XVI, n. 61-62: Ronaldo Costa: Participação dos países em desenvolvimento no comércio internacional; ano XVI, n. 63-64: General Carlos de Meira Mattos: O poder militar e a política internacional.

1974 O. Ianni: Imperialismo na América Latina; Wayne Selcher: The Afro-Asian dimension of Brazilian foreign policy, 1956-1972;

RBPI: ano XVII, n. 65-68: Ramiro S. Guerreiro: Organismos internacionais: conceitos e funcionamento; Eduardo Pinto: Brasil: os difíceis caminhos da energia nuclear;

1975 Stanley Hilton: Brazil and the great powers, 1930-1939: the politics of trade rivalry; Carlos E. Martins: Brasil-Estados Unidos: dos anos 60 aos 70; José Honório Rodrigues: Independência: Revolução e contra-revolução, a política internacional;

RBPI: ano XVIII, n. 69-72: Especial: Nova Ordem Mundial: aspectos políticos, econômicos, tecnológicos; Celso Lafer: Evolução da política externa brasileira;

Cadernos CEBRAP: Carlos Estevam Martins: A evolução da política externa brasileira na década 1964-74.

1976 Terezinha de Castro: Rumo à Antártica; William Perry: Contemporary Brazilian Foreign Policy: the international strategy of an emerging power; Luciano Martins: Pouvoir et Développement Économique: formation et évolution des structures politiques au Brésil;

RBPI: ano XIX, n. 73-76: CPI das Multinacionais (1ª parte).

1977 Pedro Malan et ali: Política econômica externa e industrialização do Brasil (1939-52); Celso Lafer: Comércio e relações internacionais; Ronald Schneider: Brazil: Foreign Policy of a Future World Power; Roberto Gambini: O Duplo Jogo de Getúlio Vargas; Carlos Meira Mattos: A geopolítica e as projeções do poder;

RBPI: ano XX, n. 77-80: CPI das Multinacionais (2ª parte).

1978 Luis Alberto Bahia: Soberania. Guerra e Paz;

RBPI: ano XXI, n. 81-84: Clóvis Brigagão: Cancelamento do Acordo Militar Brasil-EUA;

Lançamento em Brasília da revista Relações Internacionais: Amado Cervo: Os primeiros passos da diplomacia brasileira;

1979 Celso Lafer: O convênio do café de 1972: da reciprocidade no direito internacional econômico; A.A. Cançado Trindade: O Estado e as Relações Internacionais; Ana Célia Castro: As empresas estrangeiras no Brasil, 1860-1913;

RBPI: ano XXII, n. 85-88: Especial: A Crise Energética Mundial: Amaury Porto de Oliveira: A natureza política do preço do petróleo; Adilson de Oliveira, João L. R. H. Araújo e Luiz Pinguelli Rosa: Impasse atual e perspectivas a longo prazo da política energética no Brasil;

Relações Internacionais: Celso Lafer: Política exterior brasileira: balanço e perspectivas

1980 Gerson Moura: Autonomia na Dependência: 1935-1942; Jobson Arruda: O Brasil no comércio colonial;

RBPI: ano XXIII, n. 89-92: Hélio Jaguaribe: O Informe Willy Brandt e suas implicações políticas; Roberto Abdenur e Ronaldo Sardenberg: Notas sobre as relações norte-sul e o relatório Brandt; Stanley Hilton: Brasil-Argentina;

Relações Internacionais: H. Jaguaribe: Autonomia Periférica e Hegemonia Cêntrica; R. Sardenberg: O pensamento de Araújo Castro.

1981 Amado L. Cervo, O Parlamento Brasileiro e as Relações Exteriores, 1826-1889; Golbery do Couto e Silva: Conjuntura política nacional; Heitor Lyra: Minha Vida Diplomática;

RBPI: ano XXIV, n. 93-96, Especial sobre relações Brasil-Argentina;

1982 Celso Lafer: Paradoxos e possibilidades: Estudos sobre a Ordem Mundial e sobre a Política Exterior do Brasil num Sistema Internacional em Transformação; R. Amado (org.): Araújo Castro; Maurício Nabuco: Reflexões e reminiscências;

RBPI: ano XXV, n. 97-100; Henry Kissinger, Hélio Jaguaribe, Albert Fishlow: Relações Brasil-EUA; Pedro Sampaio Malan: Sistema econômico internacional: lições da História;

Revista Dados: M.R.S.de Lima e G. Moura: A trajetória do pragmatismo: uma análise da política externa brasileira.

1983 M. R. Soares de Lima e Z. Cheibub: Relações internacionais e política externa brasileira: debate intelectual e produção acadêmica;

RBPI: ano XXVI, n. 101-104; Geraldo Eulálio Nascimento Silva: Terrorismo na política internacional; J. Carlos Brandi Aleixo: Brasil e América Central; Wayne Selcher: O Brasil no Mundo; Amaury Porto de Oliveira: Óleo para as lâmpadas das ‘Majors’

Lançamento em São Paulo da revista Política e Estratégia (PeE); Wayne Selcher: O Brasil no sistema mundial de poder

1984 Celso Lafer: O Brasil e a crise mundial: Paz, Poder e Política Externa; A. A. Cançado Trindade: Repertório da Prática Brasileira do Direito Internacional Público (6 volumes até 1988, cobrindo de 1889 até 1981);

RBPI: ano XXVII, n. 105-108; Renato Archer: Santiago Dantas e a formulação da Política Exterior Independente; Geraldo L. Cavagnari: Brasil: introdução ao estudo de uma potência média; Amaury Porto de Oliveira: Reestruturação da indústria internacional de petróleo; Santiago Fernandes: A ilegitimidade da dívida externa; Teixeira Soares: Getúlio Vargas: verso e reverso de um estadista.

1985 Hélio Jaguaribe: Reflexões sobre o Atlântico Sul; Moniz Bandeira: O expansionismo brasileiro e a formação dos Estados no Prata; Ricardo A. S. Seitenfus: O Brasil de Getúlio Vargas e a Formação dos Blocos: 1930-1942; Alexandre Barros: El estudio de las relaciones internacionales en Brasil; Mônica Hirst (org.), Brasil-Estados Unidos na transição democrática;

Lançamento da revista Contexto Internacional (IRI/PUC-RJ);

RBPI: ano XXVIII, n. 109-110: Gerson Moura: As razões do alinhamento: a política externa brasileira no após guerra (1945-1950); Comissão de Relações Exteriores da CD (1984): Tancredo Neves; Celso Lafer; Hélio Jaguaribe; Marcílio Marques Moreira;

Política e Estratégia: Celso Lafer: A diplomacia brasileira e a nova república;

1986 Hélio Jaguaribe: O novo cenário internacional; A. L. Cervo e C. Bueno: A Política Externa Brasileira, 1822-1985; G. Moura: Tio Sam chega ao Brasil: a penetração cultural americana;

RBPI: ano XXIX, n. 113-114: Paulo Nogueira Batista: Dívidas externas dos Estados; Stanley Hilton: Afrânio de Melo Franco e a diplomacia brasileira, 1917-1943; ano XXIX, n. 115-116: Rubens Ricupero: O Brasil e o Mundo no século XXI; Paulo R. Almeida: Relações exteriores e Constituição; Moniz Bandeira: Continuidade e mudança na política externa brasileira.

1987 Moniz Bandeira O Eixo Argentina-Brasil: o processo de integração da América Latina; René A. Dreifuss: A internacional capitalista;

RBPI: ano XXX, n. 117-118; Celso Souza e Silva: Proliferação Nuclear e o Tratado de Não Proliferação; Rômulo Almeida: Reflexão sobre a integração latino-americana; Hélio Jaguaribe: Integração Argentina-Brasil; Rex Nazareth Alves: Programa Nuclear Brasileiro; ano XXX, n. 119-120: especial 30 anos da RBPI: reproduções de artigos já publicados.

1988 Sonia de Camargo e José Maria Vasquez: Autoritarismo e democracia na Argentina e no Brasil: uma década de política exterior; Jacob Dolinger: A Dívida Externa Brasileira: solução pela via arbitral; Winston Fritsch: External constraints on economic policy in Brazil, 1889-1930;

RBPI: ano XXXI, n. 121-122;  Rubens Ricupero: O Brasil e o futuro do comércio internacional; Amaury Porto de Oliveira: Nas interfaces do futuro chinês; ano XXXI, n. 123-124; Hélio Jaguaribe: América Latina no contexto mundial; Oscar Lorenzo Fernandez: O desenvolvimento tecnológico do Brasil e a cooperação internacional; Paulo R. Almeida: Retorno ao futuro: a ordem internacional no horizonte 2000.

1989 Moniz Bandeira: Brasil-Estados Unidos: A Rivalidade Emergente, 1950-1988; Gelson Fonseca Jr. e Valdemar Carneiro Leão (orgs.): Temas de Política Externa Brasileira I; João H. P. de Araújo, M. Azambuja e Rubens Ricupero: Três Ensaios sobre Diplomacia Brasileira; João Pandiá Calógeras: A Política Exterior do Império (3 vols. ed. fac-similar);

Revista Lua Nova: especial: Relações internacionais e o Brasil (Marcílio M. Moreira, Celso Lafer, R. Seitenfus, Tullo Vigevani);

RBPI: ano XXXII, n. 125-126; Sérgio Bath: Rui na Haia: um precursor; ano XXXII, n. 127-128; Paulo Nogueira Batista: Mudanças estruturais e desequilíbrio na economia mundial; José Octávio de Arruda Mello: Historiografia e história das relações internacionais: de José Honório ao IBRI.

1990 José L. Werneck da Silva: As duas faces da moeda: a política externa do Brasil monárquico; Mônica Hirst: O pragmatismo impossível: a política externa do segundo governo Vargas (1951-1954); Gerson Moura: O Alinhamento sem Recompensa: a política externa do Governo Dutra; Tullo Vigevani: Terceiro Mundo: conceito e história;

RBPI: ano XXXIII, n. 129-130; Celso Furtado: As duas vertentes da visão centro-periferia; Paulo Tarso Flecha de Lima: O Brasil no panorama internacional: desafios e controvérsias; ano XXXIII, n. 131-132; Hélio Jaguaribe: Brasil, no advento do século XXI; José Vicente Lessa: Da previsibilidade histórica; Paulo R. Almeida: Retorno ao futuro, parte II;

Contexto Internacional: Celso Lafer: Reflexões sobre a inserção do Brasil no contexto internacional

1991 G. Moura: Sucessos e Ilusões: relações internacionais do Brasil durante e após a Segunda Guerra Mundial; Rubens A. Barbosa: América Latina em perspectiva; José Guilherme Merquior: Liberalism, Old and New;

RBPI: ano XXXIV, n. 133-134; Celso de Souza e Silva: A posição relativa do Brasil no quadro estratégico mundial; Rubens A. Barbosa: A importância da integração e da cooperação regional e internacional para o desenvolvimento latino-americano; ano XXXIV, n. 135-136: Paulo R. Almeida: 1492 e o nascimento da moderna diplomacia;

Contexto Internacional: P. R. Almeida: Relações internacionais do Brasil: introdução metodológica.

1992 A. L. Cervo e C. Bueno: História da Política Exterior do Brasil; Helder Gordim da Silveira: Integração latino-americana: projetos e realidades;

Lançamento da revista Política Externa (SP: Ed. Paz e Terra-NUPRI/USP);

Lançamento dos cadernos Premissas (NEE/Unicamp);

RBPI: ano XXXV, n. 137-138; Celso Amorim: Quem tem medo de Stefan Zweig? ou os caminhos da autonomia tecnológica; Paulo R. Almeida: Retorno ao Futuro, Parte III: agonia e queda do socialismo real; ano XXXV, n. 139-140: Sérgio Bath: Cleantho de Paiva Leite; Emb. Ramiro Saraiva Guerreiro: Repercussões das mudanças da estrutura mundial do Direito Internacional; [Último número da RBPI no Rio de Janeiro]

Contexto Internacional: P. R. Almeida: Os partidos políticos nas relações internacionais, 1930-1990.

1993 IBRI-RBPI: Constituição do IBRI em sua fase de Brasília, com eleição do primeiro presidente, Professor José Carlos Brandi Aleixo, ulteriormente presidente de honra;

Moniz Bandeira, Estado Nacional e Política Internacional na América Latina: O Continente nas relações Argentina-Brasil (1930/1992); P. R. Almeida: O Mercosul no contexto regional e internacional;

1º número da série de Brasília da RBPI, vol. 36, n. 1: Paulo R. de Almeida: Estudos de relações internacionais do Brasil: produção historiográfica, 1927-92; vol. 36, n. 2; Stanley Hilton: Brasil e Argentina: da rivalidade à entente; Clodoaldo Bueno: A diplomacia brasileira e a formação do Mercado Comum Europeu; Flavio M. De Oliveira Castro: As relações oficiais russo-soviéticas com o Brasil (1808-1961);

Política Externa: Celso Lafer, P. N. Batista: A política externa brasileira do governo Collor.

1994 J. A. Lindgren Alves: Os direitos humanos como tema global: Gelson Fonseca Júnior, Sérgio Henrique Nabuco de Castro (orgs.): Temas de Política Externa II; Amado L. Cervo (org.): O Desafio Internacional: a política exterior do Brasil de 1930 a nossos dias; Roberto Campos: A Lanterna na Popa; Vasco Leitão da Cunha: Diplomacia em Alto Mar; Ricardo Seitenfus: Para uma Nova Política Externa Brasileira;

RBPI: vol. 37, n. 1; Eugênio V. Garcia: A candidatura do Brasil a um assento permanente na Liga das Nações; Thomaz G. da Costa: Política de defesa: uma discussão conceitual e o caso do Brasil; vol. 37, n. 2: Eiiti Sato: Do GATT à Organização Mundial do Comércio: as transformações da Ordem Internacional e a harmonização de políticas comerciais; Moniz Bandeira: O nacionalismo latino-americano no contexto da Guerra Fria; Francisco Doratioto: Há 130 anos o Tratado da Tríplice Aliança;

Política Externa: Paulo Nogueira Batista: Cláusula social e comércio internacional;

Contexto Internacional, vol. 16, n. 2: P. R. Almeida: O Fim de Bretton-Woods?: a longa marcha da OMC.

1995 José H. Rodrigues e Ricardo Seitenfus: Uma História Diplomática do Brasil); MRE: A Palavra do Brasil nas Nações Unidas: 1946-1995; Moniz Bandeira: O Expansionismo Brasileiro e a formação dos Estados na Bacia do Prata; R. Ricupero: Visões do Brasil; C. Bueno: A República e sua Política Exterior; P. Vizentini: Relações internacionais e desenvolvimento; C. Brigagão: Margens do Brasil; S. Miyamoto: Geopolítica e Poder no Brasil; . Luiz Felipe de Seixas Corrêa: A Palavra do Brasil nas  Nações Unidas: 1946-1995;

RBPI: vol. 38, n. 1; M. Hirst e L. Pinheiro: A política externa do Brasil em dois tempos; Antônio Carlos Lessa: A estratégia de diversificação de parcerias no contexto do Nacional-desenvolvimentismo (1974-1979);

Premissas: S. Miyamoto & W. Gonçalves: A política externa brasileira e o regime militar;

Política Externa: Celso Amorim: O Brasil e o Conselho de Segurança da ONU.

1996 J. A. Guilhon de Albuquerque (org.): Sessenta anos de política externa (vols. 1 e 2); Renato Baumann (org.): O Brasil e a Economia Global; Antônio S. Brandão e Lia V. Pereira (orgs.). Mercosul: perspectivas da integração; Sérgio Florêncio e Ernesto Araújo: Mercosul Hoje; Gonçalo Mello Mourão, A Revolução de 1817 e a História do Brasil: um estudo de história diplomática;

Lançamento da revista Parcerias Estratégicas (CEE-SAE; em 2001: CGEE);

RBPI: vol. 39, n. 1: Samuel Pinheiro Guimarães: Aspectos econômicos do Mercosul; Paulo R. Almeida: A economia da política externa: a ordem internacional e o progresso da Nação; vol. 39, n. 2: Alcides G. R. Prates: O Brasil e a coordenação entre os países de porte continental na perspectiva atual; Paulo R. Almeida: O legado do Barão: Rio Branco e a moderna diplomacia brasileira.

1997 Flavio S. Saraiva (org.), A. L. Cervo, W. Döpcke e Paulo R. de Almeida. Relações internacionais contemporâneas: 1815 a nossos dias; Ricardo Seitenfus: Manual das Organizações Internacionais; Odete M. de Oliveira (coord.): Relações Internacionais & globalização; Demétrio Magnoli, O Corpo da Pátria: imaginação geográfica e política externa no Brasil (1808-1912); José Manoel Cardoso de Oliveira: Atos Diplomáticos do Brasil: tratados do período colonial e vários documentos desde 1492;

RBPI: vol. 40, n. 1: Eugenio V. Garcia: O pensamento dos militares em política internacional (1961-1989); Everton V. Vargas: Átomos na integração : a aproximação Brasil-Argentina no campo nuclear e a construção do Mercosul; vol. 40, n. 2: Paulo R. de Almeida: A democratização da sociedade internacional e o Brasil: ensaio sobre uma mutação histórica de longo prazo (1815-1997).

1998 Celso Lafer: A OMC e a regulamentação do comércio internacional; Gelson Fonseca Jr.: A Legitimidade Internacional; Paulo R. de Almeida: Relações internacionais e política externa do Brasil e Mercosul: fundamentos e perspectivas; Paulo Vizentini: A política externa do regime militar brasileiro; Irineu Strenger: Relações internacionais; Moniz Bandeira: De Marti a Fidel: a revolução cubana e a América Latina; Amado L. Cervo e Mario Rapoport (orgs.): História do Cone Sul; Carlos Delgado de Carvalho: História Diplomática do Brasil (ed. fac-similar);

RBPI, número especial, 40 anos, 1958-1998: Paulo R. de Almeida: RBPI: a continuidade de um empreendimento exemplar; Eiiti Sato: 40 anos de política externa brasileira, 1958-1998: três inflexões; Antonio Carlos Lessa: A diplomacia universalista do Brasil: a construção do sistema contemporâneo de relações bilaterais; Antônio J. R. Rocha: O tratamento de temas multilaterais na RBPI: 1958-1998.

1999 Sérgio Danese: Diplomacia presidencial; Paulo R. de Almeida: O Brasil e o multilateralismo econômico; PRA: O Estudo das Relações Internacionais do Brasil; Samuel Pinheiro Guimarães: Quinhentos anos de periferia; Yves Chaloult e Paulo Roberto de Almeida (orgs.): Mercosul, Nafta e Alca: a dimensão social; Rafael Duarte Villa: Da crise do realismo à segurança global multidimensional; Marcelo de Paiva Abreu: O Brasil e a economia mundial, 1930-1945; Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura: O Brasil e as operações de manutenção da paz das Nações Unidas; Celso Lafer: Comércio, desarmamento, direitos humanos; Luiz Felipe Lampreia: Diplomacia brasileira: palavras, contextos e razões;

RBPI: vol. 42, n. 1; Luiz Felipe de Seixas Corrêa: O Brasil e o mundo no limiar do novo século: diplomacia e desenvolvimento; vol. 42, n. 2: Raúl Bernal-Meza: Políticas exteriores comparadas de Argentina e Brasil rumo ao Mercosul; Pio Penna Filho: A pesquisa histórica no Itamaraty.

2000 Criação do boletim Meridiano 47 por iniciativa do prof. Antônio Carlos Lessa (Irel-UnB);

Eugenio Vargas Garcia: O Brasil e a Liga das Nações (1919-1926); Paulo R. Almeida: Le Mercosud: un marché commun pour lAmérique du Sud; Valerio Mazzuoli: Direitos humanos e relações internacionais; Rubens Ricupero: Rio Branco: o Brasil no Mundo; Gelson Fonseca-Sérgio Nabuco (orgs.): Temas de política externa brasileira II; Samuel Pinheiro Guimarães (org.): Argentina: visões brasileiras; Paulo A. Pereira Pinto: A China e o Sudeste Asiático; Marcos C. Lima e Marcelo Medeiros (orgs.): O Mercosul no limiar do século XXI.

RBPI: vol. 43, n. 1: Mario Rapoport e Rubén Laufer: Os Estados Unidos diante do Brasil e da Argentina: os golpes militares da década de 1960; João Fábio Bertonha: A questão da Internacional Fascista no mundo das relações internacionais: a extrema direita entre solidariedade ideológica e rivalidade nacionalista; Shiguenoli Miyamoto: O Brasil e as negociações multilaterais; Eiiti Sato: A agenda internacional depois da Guerra Fria: novos temas e novas percepções; vol. 43, n. 2: Francisco Doratioto: A política platina do Barão de Rio Branco; Frederico Lamego de Teixeira Soares: Análise econômica da parceria Brasil – Alemanha no contexto das relações entre o Mercosul e a União Europeia.

2001 IBRI livros: José Flávio Sombra Saraiva (org.): CPLP Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: solidariedade e ação política; José Flávio Sombra Saraiva (org.): Relações Internacionais dois séculos de história. Vol. I: Entre a preponderância europeia e a emergência americano-soviética (1815-1947); idem: Relações Internacionais dois séculos de história. Vol. II: entre a ordem bipolar e o policentrismo (1947 a nossos dias); José Augusto Lindgren Alves: Relações internacionais e temas sociais: a década das conferências; Amado Luiz Cervo: As Relações Internacionais da América Latina velhos e novos paradigmas;

Paulo R. de Almeida: Formação da Diplomacia Econômica no Brasil; Fernando Mello Barreto: Os Sucessores do Barão: relações exteriores do Brasil, 1912-1964; Alberto da Costa e Silva (org.): O Itamaraty na cultura brasileira; José Augusto Guilhon de Albuquerque (org.): Sessenta anos de Política Externa Brasileira (1930-1990), vols. 3 e 4; Marcílio Marques Moreira: Diplomacia, Política e Finanças; Rubens Ricupero: O Brasil e o Dilema da Globalização; Funag: Revista Americana (1909-1919) (edição fac-similar).

RBPI: vol. 44, n. 1: Fernando Henrique Cardoso: A política externa do Brasil no início de um novo século; Paulo R. de Almeida: A economia internacional no século XX; um ensaio de síntese; vol. 44, n. 2: Antônio Carlos Lessa e Frederico Arana Meira: O Brasil e os atentados de 11 de setembro de 2001.

2002 IBRI livros: Alcides Costa Vaz: Cooperação, integração e processo negociador: A construção do Mercosul; Estevão Chaves de Rezende Martins: Relações internacionais cultura e poder; Carlos Pio: Relações Internacionais: economia política e globalização; Antônio Jorge Ramalho da Rocha: Relações Internacionais: teorias e agendas;

Paulo Roberto de Almeida: Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas; Amado Cervo e Clodoaldo Bueno: História da Política Exterior do Brasil (2ª ed.); Francisco Doratioto: Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai; Rubens A. Barbosa Marshall Eakin e Paulo R. Almeida (orgs.): O Brasil dos Brasilianistas: um guia dos estudos sobre o Brasil nos Estados Unidos, 1945-2000; Carlos Henrique Cardim e João Almino (orgs.): Rio Branco, a América do Sul e a Modernização do Brasil; Welber Barral: O Brasil e a OMC; Luis Claudio V. G. Santos: O Império e as repúblicas do Pacífico; Reinaldo Gonçalves: Vagão descarrilhado: o Brasil e o futuro da economia global; Raul M. da Silva e Clovis Brigagão (orgs.): História das Relações Internacionais do Brasil.

RBPI: vol. 45, n. 1: Amado L. Cervo: Relações internacionais do Brasil: um balanço da era Cardoso; vol. 45, n. 2: Norma Breda dos Santos: A dimensão multilateral da política externa brasileira: perfil da produção bibliográfica; Paulo R. Almeida: A Política Externa do novo Governo do Presidente Luís Inácio Lula da Silva: retrospecto histórico e avaliação programática;

Contexto Internacional: Mônica Herz: O Crescimento da Área de Relações Internacionais no Brasil.

2003 IBRI livros: Estevão Chaves de Rezende Martins (org.): Relações Internacionais: visões do Brasil e da América Latina; Antônio Carlos Lessa: A Construção da Europa: a última utopia das relações internacionais; José Flávio Sombra Saraiva (org.): Foreign Policy and Political Regimes; Gabriel O. Alvarez (org.): Indústrias culturais no Mercosul;

Clodoaldo Bueno: Política externa da Primeira República: os anos de apogeu; Paulo Vizentini: Relações internacionais do Brasil: de Vargas a Lula; Luiz Augusto Souto Maior: O Brasil em um mundo em transição; Tullo Vigevani e Marcelo Passini Mariano: Alca: o gigante e os anões; Moniz Bandeira: Conflito e integração na América do Sul: Brasil, Argentina e Estados Unidos (Da Tríplice Aliança ao Mercosul 1870-2003); Valerio Mazzuoli e Roberto Luiz Silva (orgs.): O Brasil e os acordos econômicos internacionais; Ricardo Seitenfus: O Brasil vai à Guerra: o Processo do Envolvimento;

RBPI: vol. 46, n. 1: Luiz A. P. Souto Maior: Desafios de uma política externa assertiva; vol. 46, n. 2: João Paulo Soares Alsina Jr.: A síntese imperfeita: articulação entre política externa e política de defesa na era Cardoso; Eiiti Sato: Conflito e cooperação nas relações internacionais: as organizações internacionais no século XXI.

2004 IBRI livros: José Flávio S. Saraiva & Pedro Motta Pinto Coelho (orgs.): Fórum Brasil-África: Política, Cooperação e Comércio;

Paulo R. de Almeida: Relações internacionais e política externa do Brasil (2ª ed.); Francisco Carlos Teixeira da Silva (org.): Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX; Clovis Brigagão: Relações internacionais no Brasil: instituições, programas, cursos e redes; Mônica Herz e Andrea Hoffman: Organizações Internacionais: histórias e práticas; Heloisa C. Machado da Silva: Da Substituição de Importações à Substituição de Exportações: a política de comércio exterior brasileira de 1945 a 1979; Moniz Bandeira: As relações perigosas: Brasil-Estados Unidos (de Collor a Lula, 1990-2004); Luís Claudio V. Gomes Santos: O Brasil entre a América e a Europa: o Império e o interamericanismo (do Congresso do Panamá à Conferência de Washington; Demétrio Magnoli: Relações Internacionais: teoria e história;

RBPI: vol. 47, n. 1: Uma política externa engajada: a diplomacia do governo Lula: Paulo R. de Almeida; vol. 47, n. 2: Eduardo Viola & Hector Ricardo Leis: Unipolaridade, governabilidade global e intervenção unilateral anglo-americana no Iraque; Luiz A. P. Souto Maior: A crise do multilateralismo econômico e o Brasil; Paulo R. Almeida: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais: 50 anos de um grande empreendimento intelectual.

2005 IBRI livros: José Flávio Sombra Saraiva & Amado Cervo (orgs.): O crescimento das Relações Internacionais no Brasil;

Eugênio Vargas Garcia: Cronologia das relações internacionais do Brasil; Paulo R. de Almeida: Formação da Diplomacia Econômica no Brasil (2ª ed.) e Relações Brasil-Estados Unidos: assimetrias e convergências (coeditado com Rubens A. Barbosa); Mônica Hirst: The United States and Brazil: a long road of unmet expectations; Moniz Bandeira: A formação do Império Americano; Henrique Altemani Oliveira: Política Externa Brasileira; Ricardo Seitenfus: Manual das Organizações Internacionais; Williams Gonçalves e Guilherme Silva: Dicionário de Relações Internacionais; Gilberto Sarfati: Teorias de Relações Internacionais; Eduardo Felipe P. Matias: A Humanidade e suas Fronteiras: do Estado soberano à sociedade global; José Augusto Lindgren Alves: Os direitos humanos na pós-modernidade;

RBPI: vol. 48, n. 1: Maria Regina Soares de Lima: A política externa brasileira e os desafios da cooperação Sul-Sul; Alessandro Candeas: Relações Brasil-Argentina: uma análise dos avanços e recuos; vol. 48, n. 2: Henrique Altemani de Oliveira e Gilmar Masiero: Estudos Asiáticos no Brasil: contexto e desafios; Marcelo Fernandes de Oliveira: Alianças e coalizões internacionais do governo Lula: o Ibas e o G-20; Hélio Franchini Neto: A Política Externa Independente em ação: a Conferência de Punta del Este de 1962; Luís Claudio Villafañe G. Santos: A América do Sul no discurso diplomático brasileiro.

2006 IBRI livros: Henrique Altemani de Oliveira e Antônio Carlos Lessa (orgs.): Relações internacionais do Brasil: temas e agendas (vols. 1 e 2);

Amado Cervo e Clodoaldo Bueno: História da Política Exterior do Brasil (3ª ed.); Francisco Doratioto: Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai (2ª ed.); Eugênio Vargas Garcia: Entre América e Europa: a política externa brasileira na década de 1920; Samuel Pinheiro Guimarães: Desafios brasileiros na era dos gigantes; Fernando Mello Barreto: Os Sucessores do Barão: relações exteriores do Brasil, 1964-1985; Paulo R. de Almeida: O Estudo das Relações Internacionais do Brasil (2ª ed.); Marcelo Raffaelli: A Monarquia e a República: Aspectos das relações entre Brasil e Estados Unidos durante o Império; Henrique Altemani de Oliveira e Antônio Carlos Lessa: Política Internacional Contemporânea: mundo em transformação; Vasco Mariz (org.): Brasil-França: relações históricas no período colonial; Leonardo Carneiro Enge: A Convergência Macroeconômica Brasil-Argentina; João Clemente Baena Soares: Sem medo da diplomacia: depoimento ao Cpdoc;  José Oswaldo de Meira Penna: Polemos: Uma análise crítica do darwinismo;

RBPI: vol. 49, n. 1; Paulo R. Almeida: Uma nova ‘arquitetura’ diplomática?: Interpretações divergentes sobre a política externa do Governo Lula (2003-2006);

Registro da Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI), criada em 2005: primeiro encontro nacional em Brasília (julho de 2007).

2007 IBRI livros: Amado Luiz Cervo: Relações internacionais da América Latina: velhos e novos paradigmas (2a. ed.); Estevão Chaves de Rezende Martins: Cultura e Poder;

Luís Valente de Oliveira e Rubens Ricupero (organizadores): A Abertura dos Portos; Carlos Henrique Cardim: A Raiz das Coisas: Rui Barbosa, o Brasil no Mundo; Carlos Alberto Leite Barbosa: Desafio Inacabado: a política externa de Jânio Quadros; João Alfredo dos Anjos: José Bonifácio, o primeiro Chanceler do Brasil; Alexandre Guido Lopes Parola: A Ordem Injusta; Everton Vieira Vargas: O Legado do Discurso: Brasilidade e Hispanidade no Pensamento Social Brasileiro e Latino-Americano; Marcelo Böhlke: Integração Regional e Autonomia do seu Ordenamento Jurídico;

RBPI: vol. 50, n. 1: Domício Proença Júnior & Érico Esteves Duarte: Os estudos estratégicos como base reflexiva da defesa nacional; Dawisson Belém Lopes: A ONU tem autoridade? Um exercício de contabilidade política (1945-2006; Leandro Freitas Couto: O horizonte regional do Brasil e a construção da América do Sul; Rogério de Souza Farias: Relações internacionais do Brasil em um mundo em transição; vol. 50, n. 2: Antônio Carlos Lessa: RBPI: cinquenta anos; Paulo R. de Almeida: As relações econômicas internacionais do Brasil dos anos 1950 aos 80.

2008 Amado Luiz Cervo: Inserção Internacional: formação dos conceitos brasileiros; Sérgio Corrêa da Costa: Le nazisme en Amérique du Sud: Chronique dune guerre secrete 1930-1950; Vasco Mariz: Temas da política internacional: ensaios, palestras e recordações diplomáticas; Eugênio Vargas Garcia (org.): Diplomacia Brasileira e Política Externa: Documentos Históricos 1493-2008;

RBPI: vol. 51, n. 1: Tullo Vigevani et alii: O papel da integração regional para o Brasil: universalismo, soberania e percepção das elites; Andrés Rivarola Puntigliano: Going Global: an organizational study of Brazilian foreign policy; Suzeley Mathias et alii: Aspectos da integração regional em defesa no Cone Sul; vol. 51, n. 2: Antônio Carlos Lessa: Há cinquenta anos a Operação Pan-Americana; Amado Luiz Cervo: Conceitos em Relações Internacionais; Gilmar Masiero & Heloisa Lopes: Etanol e biodiesel como recursos energéticos alternativos: perspectivas da América Latina e da Ásia; Raul Bernal-Meza: Argentina y Brasil en la Política Internacional: regionalismo y Mercosur (estrategia, cooperación y factores de tensión).

2009 Manoel de Oliveira Lima: Nos Estados Unidos, Impressões políticas e sociais; Flavio Mendes de Oliveira Castro e Francisco Mendes de Oliveira Castro: Dois séculos de história da organização do Itamaraty; 1: 1808-1979; 2: 1979-2008; Gonçalo de Barros Carvalho e Mello Mourão: A Revolução de 1817 e a História do Brasil: um estudo de história diplomática;  Luiz Felipe de Seixas Corrêa: O Barão do Rio Branco: Missão em Berlim 1901/1902;

RBPI: vol. 52, n. 1: Patricia L. Kegel & Mohamed Amal: Instituições, Direito e soberania: a efetividade jurídica nos processos de integração regional nos exemplos da União Europeia e do Mercosul; Antônio Carlos Lessa, Leandro F. Couto; Rogério S. Farias: Política externa planejada: os planos plurianuais e a ação internacional do Brasil, de Cardoso a Lula (1995-2008); vol. 52, n. 2: Marcelo Dias Varella: Efetividade do Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio: uma análise sobre os seus doze primeiros anos de existência e das propostas para seu aperfeiçoamento; Shiguenoli Miyamoto: O Brasil e a comunidade dos países de língua portuguesa (CPLP); Pio Penna Filho: O Itamaraty nos anos de chumbo: o Centro de Informações do Exterior (CIEX) e a repressão no Cone Sul (1966-1979); João Paulo S. Alsina: O poder militar como instrumento da política externa brasileira contemporânea.

2010 Paulo R. de Almeida, Rubens A. Barbosa e Francisco Rogido (orgs.): Guia dos Arquivos Americanos sobre o Brasil: Coleções documentais sobre o Brasil nos Estados Unidos; Denis Rolland; Antônio Carlos Lessa (coord.): Relations Internationales du Brésil: Les Chemins de la Puissance; Oscar S. Lorenzo Fernandez: Três Séculos e uma Geração; Carlos Augusto de Proença Rosa: História da Ciência (3 vols.); Luís Cláudio Villafañe G. Santos: O Dia em que Adiaram o Carnaval: Política Externa e a Construção do Brasil; Fernando Cacciatore de Garcia: Fronteira Iluminada: História do Povoamento, Conquista e Limites do Rio Grande do Sul, a partir do Tratado de Tordesilhas (1420-1920);

RBPI: vol. 53, Special issue: Amado Luiz Cervo & Antônio Carlos Lessa: Emerging Brazil under Lula: an assessment on International Relations (2003-2010); Renato Baumann: Brazilian external sector so far in the 21st century; Antônio Carlos Lessa: Brazil’s strategic partnerships: an assessment of the Lula era (2003-2010); vol. 53, n. 1: Gunther Rudzit & Oto Nogami: Segurança e Defesa Nacionais: conceitos básicos para uma análise; Matias Spektor: Ideias de ativismo regional: a transformação das leituras brasileiras da região; vol. 53, n. 2: Ariane Figueira: Rupturas e continuidades no padrão organizacional e decisório do Ministério das Relações Exteriores; João Fabio Bertonha: Brazil: an emerging military power? The problem of the use of force in Brazilian international relations in the 21st century; Marcos Aurélio Guedes de Oliveira: Sources of Brazil’s Counter-Hegemony.

2011 Paulo Roberto de Almeida: Globalizando, ensaios sobre a globalização e a antiglobalização; Luiz Fernando Ligièro: A Autonomia na Politica Externa Brasileira – a Política Externa Independente e o Pragmatismo Responsável: momentos diferentes, políticas semelhantes?; San Tiago Dantas: Política Externa Independente (edição atualizada); Alberto da Costa e Silva (coord.): História do Brasil Nação: 1808-2010; vol. 1: Crise Colonial e Independência: 1808-1830; Eugenio Vargas Garcia: O Sexto Membro Permanente: o Brasil e a criação da ONU; Gelson Fonseca: Diplomacia e Academia; Maria Theresa Diniz Forster: Oliveira Lima e as Relações Exteriores do Brasil; Sarquis José Buainain Sarquis: Comércio Internacional e Crescimento Econômico no Brasil; Ademar Seabra da Cruz Junior: Diplomacia, desenvolvimento e sistemas nacionais de inovação; Celso Amorim: Conversas com Jovens Diplomatas; Rubens Barbosa: O Dissenso de Washington: Notas de um observador privilegiado sobre as relações Brasil-Estados Unidos; Sidnei J. Munhoz e Francisco Carlos Teixeira da Silva (orgs.), Relações Brasil-Estados Unidos: séculos XX e XXI; Edgard Telles Ribeiro: Diplomacia Cultural: seu papel na diplomacia brasileira (2a. ed.); Fernando Guimarães Reis: Caçadores de Nuvens: Em busca da Diplomacia;

RBPI: vol. 54, n 1: Eugenio V. Garcia: De como o Brasil quase se tornou membro permanente do Conselho de Segurança da ONU em 1945; vol. 54, n. 2: Rogério de Souza Farias & Raphael Coutinho da Cunha: As relações econômicas internacionais do governo Geisel (1974-1979).

2012 Manoel Gomes Pereira (editor), José Maria Paranhos da Silva Jr.: Obras do Barão do Rio Branco (12 vols.); Manuel Antônio da Fonseca Couto Gomes Pereira (org.): Barão do Rio Branco: 100 Anos de Memória; Luís Cláudio Villafañe Gomes Santos (curador): Rio Branco: 100 anos de memória; Paulo Roberto de Almeida: Relações internacionais e política externa do Brasil: a diplomacia brasileira no contexto da globalização; Rubens Antônio Barbosa: Interesse Nacional & Visão de Futuro; Luiz Felipe de Seixas Corrêa (org.): O Brasil nas Nações Unidas, 1946-2011 (3a. ed.); Francisco Doratioto: Relações Brasil-Paraguai: afastamento, tensões e reaproximação (1889-1954); Luís Cláudio Villafañe G. Santos: Duarte da Ponte Ribeiro: pionero de la diplomacia y amistad entre Brasil y Perú; Vasco Mariz: Depois da Glória: ensaios históricos sobre personalidades e episódios controvertidos da história do Brasil e de Portugal; Fernando de Mello Barreto: A Politica Externa Após a Redemocratização )2 vols.); Luís Cláudio Villafañe G. Santos: O evangelho do Barão: Rio Branco e a identidade brasileira; Antônio Augusto Cançado Trindade: Repertório da Prática Brasileira do Direito Internacional Público (nova ed.); André Heráclio do Rêgo: Os Sertões e os Desertos: o combate à desertificação e a política externa brasileira; Maria Feliciana Nunes Ortigão de Sampaio: O Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares (CTBT);

RBPI: vol. 55, 1: Eiiti Sato & Susan E. M. Cesar: A Rodada Doha, as mudanças no regime do comércio internacional e a política comercial brasileira; vol. 55, 2: Clodoaldo Bueno: O Barão do Rio Branco no Itamaraty (1902-1912); vol. 55, Special issue: Environment: Eduardo Viola & Antônio Carlos Lessa: Global climate governance and transition to a low-carbon economy; Eduardo Viola, Matias Franchini & Thaís Lemos: Climate governance in an international system under conservative hegemony: the role of major powers.

2013 José Vicente Pimentel (org.): Pensamento Diplomático Brasileiro, 1750-1964 (3 vols.); Paulo Roberto de Almeida: Integração Regional: uma introdução; Paulo Estivallet de Mesquita: A Organização Mundial do Comércio; Vasco Mariz: Nos bastidores da diplomacia: memórias diplomáticas; Rogério de Souza Farias: A palavra do Brasil no sistema multilateral de comércio (1946-1994); Guilherme Frazão Conduru: O Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty: história e revitalização; Fernando Guimarães Reis: Por uma academia renovada: formação do diplomata brasileiro; João Augusto Costa Vargas: Um mundo que também é nosso : o pensamento e a trajetória diplomática de Araujo; Eugênio V. Garcia: Conselho de Segurança das Nações Unidas; Carlos Márcio B. Cozendey: Instituições de Bretton Woods; Renato Mendonça: História da Política Exterior do Brasil: do período colonial ao reconhecimento do Império (1500-1825); Elias Luna Almeida Santos: Investidores soberanos, política internacional e interesses brasileiros; Celso Amorim: Breves Narrativas Diplomáticas; Antônio Augusto Cançado Trindade: Os tribunais internacionais contemporâneos; Ronaldo Mota Sardenberg: O Brasil e as Nações Unidas; Synesio Sampaio Goes Filho: As Fronteiras do Brasil; André Amado: Por Dentro do Itamaraty: impressões de um diplomata;

RBPI: vol. 56, 1: Carlos S. Milani & João M. Tude: A Política Externa Brasileira em relação ao Fundo Monetário Internacional durante o Governo Lula; vol. 56, 2: João Fábio Bertonha: A Estratégia Nacional de Defesa do Brasil e a dos outros BRICs em perspectiva comparada.

2014 Paulo Roberto de Almeida: Nunca Antes na Diplomacia…: a política externa brasileira em tempos não convencionais; Francisco Doratioto: O Brasil no Rio da Prata (1822-1994); Luiz Felipe Lampreia: Aposta em Teerã: o acordo nuclear entre o Brasil, Turquia e Irã; Lauro Escorel: Introdução ao Pensamento Político de Maquiavel (3a. ed.); Fernando Cacciatore de Garcia: Como Escrever a História do Brasil: Miséria e Grandeza;

RBPI: Special issue: China; Henrique Altemani de Oliveira & Antônio Carlos Lessa: China rising: strategies and tactics of China’s growing presence in the world; Jose León-Manríquez; Luis F. Alvarez: Mao’s steps in Monroe’s backyard: towards a United States-China hegemonic struggle in Latin America?; José Augusto Guilhon de Albuquerque: Brazil, China, US: a triangular relation?; RBPI, vol. 57, n. 1: Andrea Q. Steiner et alii: From Tegucigalpa to Teheran: Brazil’s diplomacy as an emerging Western country.

Fontes: Elaboração de Paulo Roberto de Almeida, com base nos arquivos do IBRI/RBPI (http://ibri-rbpi.org/), do boletim Meridiano 47 (http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/archive) e do Scielo (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=0034-7329&lng=en&nrm=iso); 02/12/2014.

Nota 1: Versão completa deste quadro analítico, sob o título “Política internacional, contexto regional e diplomacia brasileira, acompanhada de listagem seletiva da produção acadêmica em relações internacionais e em política externa do Brasil, de 1954 a 2014”, encontra-se disponível na plataforma Academia.edu, sob o seguinte link: https://www.academia.edu/9617558/2723_Produ%C3%A7%C3%A3o_intelectual_sobre_rela%C3%A7%C3%B5es_internacionais_e_pol%C3%ADtica_externa_do_Brasil_1954-2-14_.

Nota 2: Este artigo será publicado na edição No. 146 do Boletim Meridiano 47.

Paulo Roberto de Almeida, diplomata brasileiro, foi Diretor-Geral do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais – IBRI, é professor do Centro Universitário de Brasília – Uniceub e editor-adjunto da Revista Brasileira de Política Internacional – RBPI (pralmeida@mac.com).

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