Cabo Verde: Entre as Estratégias de Segurança Euro-Atlantica e a Nova Dimensão de Parceria Sul-Sul

Por constituir uma rota estratégica na ligação entre o continente europeu, africano e americano, o Atlântico entrou numa nova era pós-Guerra Fria, em que se intensificaram relações entre Estados e organizações internacionais e, ao mesmo tempo, proliferaram fenómenos como a imigração ilegal, a criminalidade conexa e o narcotráfico, que colocaram em vigilância os países da região. No presente artigo que procura fazer uma análise intersubjectiva, alternativa e flexível, os autores consideram que o arquipélago de Cabo Verde, localizado na Costa Ocidental Africana, pode constituir uma região pivô e um vector importante nos planos de segurança definidos para o Atlântico num quadro de projectos, condutas e politicas que derivam de conjunturas específicas, evidentemente, combinadas com a cooperação multi-sectorial e multidimensional da integração regional no sentido de intensificar os esforços na promoção do diálogo Norte-Sul e Sul-Sul.

Os investigadores da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) consideram que face à complexidade e volatilidade dos fenómenos internacionais, cabe ao Estado estabelecer diferentes formas de parceria e de cooperação internacional, apoiar o desenvolvimento de alianças, consórcios e parcerias internacionais, no sentido de delinear as melhores estratégias para debelar as ameaças e riscos à segurança dos seus territórios e da região geográfica onde efectivamente se encontra inserido.

Para os autores é legítimo que Cabo Verde, exemplo de good governance e de transparência na gestão pública invocado para o resto de África, ambicione ser uma região pivô e um “produtor” da segurança no Atlântico, promovendo, dessa forma, a interacção e a parceria entre o hemisfério Norte e Sul. Estas são algumas das exigências que devem estar em conformidade com a realidade dinâmica global, tirando partido das sinergias das parcerias Norte-Sul e Sul-Sul. Cabo Verde encontra-se em condições de corresponder aos desafios que, na ordem regional e internacional, o interpelam cada vez mais no espaço que, do ponto de vista geoestratégico e geoeconómico, naturalmente lhe cabe. Toda a arquitectura de segurança do Atlântico passa necessariamente pela priorização de uma relação de parceria entre o hemisfério Norte e Sul e, neste sentido, o arquipélago poderá desempenhar um papel de extrema importância, que o pode projectar, obtendo o devido respeito e autonomia, no cenário internacional.

Esta é a discussão apresentada no artigo intitulado Cabo Verde: Entre as Estratégias de Segurança Euro-Atlantica e a Nova Dimensão de Parceria Sul-Sul, publicado no Volume 17 de Meridiano 47, Journal of Global Studies.

Leia o artigo

Madeira, J., & Monteiro, N. (2016). Cabo Verde: Entre as Estratégias de Segurança Euro-Atlantica e a Nova Dimensão de Parceria Sul-Sul. Meridiano 47 – Journal of Global Studies, 17. doi:http://dx.doi.org/10.20889/M47e17011

Sobre os autores

João Paulo Madeira, Universidade de Cabo Verde, Laboratório de Pesquisa em Ciências Sociais, Praia, Cabo Verde (joao.madeira@docente.unicv.edu.cv),  ORCID ID: orcid.org/0000-0002-0016-8167

Nataniel Andrade Monteiro, Universidade de Cabo Verde, Centro de Investigação em Desenvolvimento Local e Ordenamento do Território, Praia, Cabo Verde (nataniel.monteiro@student.unicv.edu.cv), ORCID ID: orcid.org/0000-0002-2423-5619

 

 

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