A RBPI e uma ideia de internacionalização: entrevista com Eduardo Viola

A equipe que anima a Revista Brasileira de Política Internacional vem se empenhando, ao longo dos últimos anos, em atualizar a missão, os procedimentos editoriais ‒ a exemplo dos mecanismos de avaliação e de todo o processo de produção. Isso não é fácil de ser feito em uma publicação com parâmetros de ação consolidados há décadas. Aceitamos o desafio de transformar a RBPI em uma senhora ágil, manejando a sua forma e renovando radicalmente o seu espírito.

Um dos aspectos mais importantes desse processo de atualização foi a definição e a implementação de uma política radical de internacionalização. Ela não se resume à adoção da língua inglesa como idioma de publicação ‒ na verdade, as submissões devem ser feitas já em inglês, o que nos propiciou a revolução da qualidade do peer review, com a definição de que pelo menos cinquenta por cento de todos os artigos sejam analisados por pesquisadores não vinculados a instituições brasileiras.

A nossa ideia de internacionalização avança pela perseguição consistente de indexação internacional de alto nível ‒ o periódico está indexado em dezenas de serviços especializados de alto nível, mas é digna de nota a sua indexação pelo Web of Science e pelo Scopus, o que permite que a perpetuação de diferentes medidas de impacto.

A ideia de internacionalização que temos buscado pôr em prática nos levou também a redefinir inteiramente a forma como nos relacionávamos com o nosso Conselho Editorial: como sempre fizemos nas publicações do IBRI, rejeitamos as composições ornamentais, feitas por figurões da comunidade, o que é muito comum na grande área de humanidades na América Latina. Esses figurões raramente se pronunciam sobre os rumos das publicações. Buscamos uma forma nova e diversa de relações com os nossos conselheiros, e o nosso novo Conselho parte desse parâmetro antigo de atuação. Desde o segundo semestre de 2016 o nosso board é composto por uma grande maioria de scholars vinculados a universidades e centros de pesquisa no exterior, que assumem mandatos com missões precisas relacionadas com a modulação da política editorial, com a divulgação da revista, com a prospecção de novos autores e colaboradores e, claro, com a análise de contribuições. A definição do inglês como único idioma de publicação tornou esse processo tranquilo e transparente.

O editor-chefe da RBPI, Antônio Carlos Lessa, conversou sobre a trajetória de internacionalização adota pela Revista com Eduardo Viola, professor titular da Universidade de Brasília e o mais antigo membro do Conselho Editorial da publicação. Eduardo Viola é professor titular de Relações Internacionais da Universidade de Brasília e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Social ‒ CNPq. Foi professor visitante das Universidades de Notre Dame (1983-84), Universidade Federal de Rio Grande do Sul (1986), UNICAMP (1988), Colorado at Boulder (1991), Amsterdã (1992-93), Stanford (1994), San Martin (2001) e Texas at Austin (2009). É membro do Conselho Editorial da Revista Brasileira de Política Internacional desde 2004. Assista a entrevista abaixo:

 

Este post foi originalmente publicado no Blog Scielo em Perspectiva – Humanas, em 27/07/2017.

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