Produção e difusão do conhecimento em relações internacionais no Brasil: análise de egressos dos mestrados

As pós-graduações em Relações Internacionais, especificadamente mestrados e doutorados, cresceram bastante na primeira década do século XXI. Até 2002, o país possuía apenas dois programas de mestrado no país, o da Universidade de Brasília (UnB) e o da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). No período 2003 – 2011, o número aumentou para 10, e, atualmente, tem-se 13 programas instalados (CAPES, 2017). Além do crescimento vertiginoso dos mestrados, surgiram, com a mesma intensidade, os programas de doutorado. As criações desses mestrados e doutorados, além de contribuírem para a formação científica na área de relações internacionais, incentivaram a produção e a difusão de conhecimento.

O sistema científico contemporâneo, de acordo com a OCDE (2006), possui três funções, que devem ser compreendidas. A primeira função é a produção de conhecimento, que quer dizer elaborar novos conhecimentos sobre um objeto de estudo. A segunda função é a transmissão de conhecimento, que acontece por meio da formação de jovens pesquisadores e, a terceira função é a transferência do conhecimento, que é o efeito transbordamento. Nesta última função, o conhecimento é difundido para a sociedade. As universidades brasileiras, no geral, e as pós-graduações em Relações Internacionais, no específico, produzem, transmitem e difundem conhecimentos. Portanto, torna-se necessário cada vez mais conhecermos o que está sendo gerado e quem está gerando, pois, assim, conseguiremos integrar a tríade produzir – transmitir – difundir.

O artigo intitulado produção e difusão do conhecimento em Relações Internacionais no Brasil: análise de egressos dos mestrados tem como objetivo compreender a difusão do conhecimento científico da área de Relações Internacionais no Brasil. Procura-se verificar se a difusão do conhecimento dos egressos dos mestrados em Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) que ocorre em periódicos, capítulo de livro e anais pode ser influenciada pelas variáveis bolsa, doutorado, grupo de pesquisa, linha de pesquisa, projeto de pesquisa e conselho editorial. Estima-se, em suma, um modelo probit de probabilidade com a finalidade de averiguar se alguns desses fatores podem influenciar a difusão científica dos egressos. Cabe destacar que um dos resultados do artigo é que os egressos que dão continuidade à formação, por meio da realização do doutorado depois de finalizado o mestrado, produzem mais artigos científicos e, portanto, contribuem mais para a difusão do conhecimento.

Referências:

CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Plataforma Sucupira. Disponível em: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/programa/listaPrograma.jsf. Acesso em: 14 ago. 2017.

OCDE. The Knowledge-based economy. Paris: OCDE, 1996.

Leia o Artigo

Lucena, A. F. (2017) Pós-Graduação em Relações Internacionais no Brasil: da produção à difusão do conhecimento, Meridiano 47, DOI: http://dx.doi.org/10.20889/M47e18017

Sobre a autora

Andréa Freire Lucena – Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia, Goiânia – GO, Brazil (andflucena@gmail.com).

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